sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Movimento: Recicle a vida.Doe Órgãos!



“O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do
resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. Essa ilusão
é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e
ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos
dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos
os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar
completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de
nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior".

Albert Einstein

Por compartilhar desse pensamento é que estamos realizando o Movimento- Recicle a vida.Doe Órgãos! E sabendo que a vida faz parte de um ciclo ininterrupto é que convidamos toda a sociedade para uma reflexão sobre a palavra Reciclagem e as suas diversas maneiras de ser pensada. De forma abrangente a palavra reciclagem significa alterar o ciclo, dar um novo ciclo de vida a algo que já existe, ou mudar a forma de utilizar algo. Junte-se a nós nesse movimento e venha contribuir com a nossa reflexão na Semana Caririense de Doação de Órgãos que ocorrerá de 24 a 29 de Outubro.

Nossos Contatos:
aapreccariri@blogspot.com
e-mail: renaisdocariri@gmail.com
tel.: (88) 35123519

Seja solidário a esta idéia e publique esse texto no seu blog.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Histórias de sucesso fazem parte do 5º Encontro de Transplantes do Sul do Brasil


Se Edimar Francisco da Silva, de 40 anos, soubesse que um senhor de 94 anos, médico de um posto de Saúde de Juazeiro do Norte, iria diagnosticar o seu problema de saúde, teria se mudado para Joinville muito antes. Foi no Ceará que o técnico em agropecuária descobriu que tinha um problema renal. E foi em Joinville que ele fez o transplante que salvou sua vida.

O processo foi rápido e certeiro. O rim foi doado por um familiar - um dos tipos de doações -, e o transplante mudou a rotina e o modo de viver de Edimar.

Tudo começou quando ele descobriu a doença e ligou para a irmã Mônica da Silva, 31, moradora de São Francisco do Sul. Prontamente, ela se candidatou para ser doadora, mesmo sem saber se o rim seria compatível.

— Ela foi até Juazeiro para ver a possibilidade de ser doadora. Viu o que precisava e começou a fazer os exames em Joinville —, conta Edimar.

Quando descobriram que era compatível, Edimar, já aposentado por causa da doença, decidiu ir até São Francisco e ficar com a irmã.

— Estava muito debilitado. Foi uma ação divina tudo ter dado certo —, diz.

Em julho deste ano, as hemodiálises começaram na Pró-Rim. Foram 70 dias de 'máquina', como os transplantados dizem. E em outubro, o transplante foi realizado no Hospital São José. A cirurgia fez Edimar mudar conceitos. Depois de um mês transplantado, ele conta ter mudado muita coisa na vida.

— A gente repensa alguns conceitos. Eu estava muito descrente e desde quando tudo começou, passei a acreditar em sinais divinos. Fez mudar os meus paradigmas —, confessa.

Segundo ele, há muitos mitos com relação a transplante.

— As pessoas precisam buscar conhecimento e tirar essa carga negativa. Claro que não quero passar por esse problema de novo, mas depois da transferência de órgão a vida se torna fantástica. É preciso incentivar o doador —, revela Edimar.

A irmã dele também acredita que esse ato de amor deve ser passado adiante.

— As pessoas têm medo, mas é tudo muito simples. Não muda a alimentação, não tem prejuízo, pelo contrário, só tem a ganhar —, completa Mônica.

Para os dois, foi uma possibilidade de Edimar continuar a viver.

— Por que deixar um ente querido sofrendo se você pode ajudar a salvá-lo e acalmá-lo? É um ato de amor. É algo especial.

Essa é uma das muitas histórias de sucesso de transplante. Agora, Edimar só tem um plano para o futuro:

— Quero viver, viver e viver.

Histórias como a de Edimar fazem parte do 5º Encontro de Transplantes do Sul do Brasil, que acontece em Joinville, nesta sexta e sábado.


Taísa Rodrigues